Por: Guilherme Amâncio
O nomeado diretor Tim Burton remontou duas grandes histórias do cinema na última década: “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), esse usufruindo da tecnologia 3D, para passar uma viagem ainda maior ao público. Nas duas remontagens podemos encontrar a mesma típica característica de Burton ao produzir seus filmes: O Expressionismo.
Primeiro analisando a refilmagem de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005), que foi filmado por Mel Stuart, em 1971. É um filme que leva o público a viver 100% de ilusão, faz com que você saia completamente de um princípio de realidade e entre no princípio do prazer, como diria Freud em sua equação. Algo inexplicável. Uma viagem permitida quase que exclusivamente com os filmes de Tim Burton.
Sem abandonar o seu cenário gótico, Burton investe em cores para levar essa ilusão ao público, apesar de que também usufrui de um cenário pálido para demonstrar a pobreza vivida pelo garoto Charlie, fazendo, portanto um jogo com quem assiste ao filme. O uso de cores fortes para caracterizar a fábrica de Willy Wonka serve justamente para que o público não pense que aquilo possa ser realidade, e já coloque aquilo como pura fantasia.
Burton faz questão de destacar ainda mais a pobreza da família Bucket, se comparado à filmagem de Mel Stuart em 1971. O objetivo é incomodar um pouco mais o público e mostrar a realidade operária, apresentando também um contraste com a família Salt, do capitalista James Salt, dono da fábrica, com a sua filha Veruca Salt que vive uma realidade bem diferente de Charlie.
- A Fantástica Fábrica de Chocolate
Já em “Alice no País das Maravilhas” (2005), Burton recria um grande clássico da Disney. Sem dúvidas foi mais um grande desafio para o diretor, afinal pela primeira vez regrava algo que encantou as crianças há tempos atrás. E com o seu típico cenário gótico-criativo grava Alice e alcança um grande sucesso.
Na imagem acima, conseguimos ver como é esplêndido o expressionismo utilizado por Burton para mostrar o sonho da menina Alice. E mais uma vez, como utilizado em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, usufrui do imaginário do público, sem chances de se pensar de que tudo aquilo possa realmente acontecer na realidade.
A maquiagem utilizada pelo diretor também reforça o expressionismo típico do diretor. Nessa fotografia do Chapeleiro Maluco (Johnny Deep), conseguimos ver o contraste que o diretor consegue apresentar entre maquiagem e cenário, utilizando um fundo pálido e sem cor, e uma maquiagem extremamente viva em cores.
Quando Alice (Mia Wasikowska) cai no buraco atrás do coelho, todos nós caímos juntos com ela e vivenciamos cada parte, como se realmente fosse um sonho nosso, pois nos foi permitido viver o nosso país das maravilhas. Persistindo a ideia de Burton de nos fazer a cada filme vivenciar algo inexplicável e diferencial de tudo o que já foi vivido.
- Alice no País das Maravilhas




Nenhum comentário:
Postar um comentário